quarta-feira, 27 de julho de 2011

As crianças sempre me fascinam, sempre. E acho que exerço algum fascínio sobre elas também, costumo conversar sempre tentando levá-las seriamente, elas gostam e acho que por isso sempre surgem diálogos interessantíssimos. Carol, de 4 anos, depois das devidas apresentações e de um tempo de convivência, inicia o dialogo:

(Ela)-Eu gostei muito de você, você vai ficar aqui morando com a gente?
(Eu)-Não posso princesa, tenho que ir embora, mas eu também gostei muito de você.
-As pessoas que a gente gosta sempre vão embora.
-Na vida isso acontece muito. Temos que aprender a lidar com isso.
-E por quê elas não ficam?
-Algumas não podem, outras podem mas não querem.
-Você não pode ou não quer?
-Na verdade eu até gostaria, mas não posso. E lá onde eu moro tem pessoas que eu gosto também.
-Mais do que aqui?
-São gostares diferentes.
-Você tem que ficar perto de quem você gosta mais.
-Mas as vezes a pessoa que a gente gosta mais, gosta mais de outra pessoa.
-Então você tem que ficar com quem gosta mais de você, mamãe cuida mais de mim do que o papai, por isso eu só fico com ele nos domingos.
-E de quem você gosta mais, dele ou dela?
-Minha vó disse que eu não posso dizer que é pra não deixar ninguém triste.
-Mas você sabe quem gosta mais de você?
-Eu sei. - Ela sacode os ombros, como se sua resposta fosse a coisa mais óbvia do mundo.
-E como você sabe? -
Insisti.
-Eu sei pelo cuidado que tem comigo.
- ...

Calei né. Que mais que eu poderia dizer?
Pelo menos depois, pra ficar claro sobre quem era a adulta ali, aproveitei pra dizer qualquer coisa:



- Carol menina, não mostra a língua na foto que isso é feio.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

+ Mafalda



=D

terça-feira, 5 de julho de 2011

Sabe aqueles bichinhos que quando a gente toca ele se recolhe todo e vira uma bolinha fechada em si mesma? É bem assim que tô me sentindo, e olha que quem me conhece sabe que não sou assim, quando em resposta eu não ataco, no mínimo me defendo, mas me recolher é bem pouco provável. Existem dias em que nada dá certo e tudo o que você quer é sumir.

E é nesse tempo em que muitos conceitos mudam na nossa cabeça. Um deles é o da amizade, não vou falar amizade, melhor usar o termo 'pessoas com quem passamos muitas horas do dia'. Você passa a observar as atitudes de algumas pessoas e chega ao ponto em que percebe que nada daquilo ali vale a pena fazer parte sequer de um minuto da sua vida, que dirá dos dias. Daí a única saída é você definir e colocar cada pessoa numa escala de hierarquia que você considera mais importante, o resto é melhor manter longe. Você até corre o risco de se passar por interesseiro, mas é um risco que as vezes se faz necessário. De que vale você manter por perto uma pessoa que em nada te acrescenta, e que além disso ainda te prejudica? É horrível, insuportável ser alvo de fofoca, de intriga, de tanta gente sem vida que esse mundo põe na nossa frente.
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Por outro lado eu sou infinitamente grata por esse mesmo mundo colocar, mesmo que inesperadamente uma pessoa por quem hoje eu sou disposta a fazer qualquer coisa. E é esse o lado bom, é quando temos um alguém todo especial que tá ali pra te dizer que a fase ruim vai passar, que te dá perspectivas, que te anima, que te dá confiança e te faz ver as coisas de uma forma que fica fácil reconhecer que bom mesmo tá é agora.
E foi bem disso que falei lá no início, você coloca a pessoa certa no alto da hierarquia e ela faz jus ao posto. O resto é esperar que o mundo gire no tempo certo dele, e ele gira. Afinal, alguém já disse uma vez que nossa vida é o resultado das escolhas que fazemos, e eu concordo.