domingo, 23 de outubro de 2011

quem dera eu

O que eu mais queria na vida inteira (além de ser rica e conhecer a galáxia) era poder ser super sincera com as pessoas. Ao ponto de falar a primeira coisa que me vem na cabeça sem sequer pestanejar. Mas não posso por motivos óbvios, primeiro porque a boa educação não permite, meus pais me educaram de uma forma que as vezes eu até me irrito. Segundo porque vivemos numa sociedade onde somos obrigados a pensar sempre duas vezes antes de falar qualquer coisa, isso é claro se você não quiser se comprometer nem criar nenhum tipo de inimizade.
Aí seguimos assim, com apertos de mãos, abraços, sorrisos grandes e amarelos, cada um dizendo uma coisa quando na verdade a vontade é de mandar a pessoa tomar...Ah, deixa pra lá.
Lembrei agora da antiga frase do então ilustríssimo senhor deputado lá das bandas de São Paulo:



Acho a falsidade uma coisa muito linda!
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RIP

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Allah hu akbar??? É mesmo? Fizeram-me duvidar...

[Hoje faço coro ao mais recente texto do sr Frei Clemente, para acessa-lo clique aqui]

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Oh, grande Aníbal Barca, que sina a da Líbia...

Mataram Muammar Kadafi, um filho de Deus. O homem não era flor, oh não. Era mais espinhos que flor. Não era o pior dos espinhos entre os filhos de Eva, mas teve seu nome no segundo escalão dos tiranos da História. Agora o mundo se enche de Dions e Brutii clamando pela morte dos tiranos... e orando pela prosperidade da China e saúde de Cuba, raça de víboras hipócritas!

Veja o vídeo de seu último momento, em que é levado praticamente garroteado e espancado até uma morte humilhante. O que mais me impressionou não é a visão de Kadafi - um mau e poderosos de outrora supostamente levando "o troco" - tratado como Cristo espancado rumo ao calvário. Era que os zés-manés a sua volta ficavam gritando feito dementes cerebrais "Allah hu akbar!""Allah hu akbar!" - Deus é Grande! grito da religião de Bafomé...

Deus é grande???

É mesmo? Juro que duvidei, mesmo sendo sacerdote. Não ponham o nome de Deus naquela palhaçada, aquele linchamento totalmente fora de qualquer arcabouço legal. Não, este deus que gritavam não é grande. Faço a pergunta do Salmo 41 a eles: "Onde está o teu deus???". Meu Deus não é vosso deus. O meu Deus era linchado, não linchava. O meu Deus era o único que tinha motivos para lapidar, mas ele salvava da lapidação. O meu Deus pareceu-se mais com Kadafi em seu fim do que com seus justiceiros e "libertadores da Líbia".

No Egito, os fanáticos muçulmanos que tomaram o poder já se perseguem e martirizam os cristãos. A Líbia vai para o mesmo caminho. Hoje Kadafi, amanhã nós. A profecia de Nosso Senhor, é verdadeira, matam os cristãos achando que oferecerão um sacrifício a Deus. Explodem-nos e matam-nos gritando "Deus é grande!". Ah, Deus é grande, mas grande é sua ira. Vão gritar "Deus é grande!" no fundo dos Infernos com Iblis e sua corja, porque estes sim sentiram a mão pesada da real grandeza de Deus, que não se compraz em linchamentos públicos nem mesmo do pior canalha.

Que coisa... oh tempora, oh mores...

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

a truth?




Simplicidade é o que há de mais sofisticado!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

nós que achávamos já ter visto de tudo

Foi assim:

(Ele) - Deaaaaaaane, corre aqui!
(eu) - Que foi???
(ele) - Corre, vem cá ver uma coisa.
(eu, cética) - Que diabo é isso?
(ele) - Tá vendo? A criatividade humana não tem limites, minha cara.
(eu, boquiaberta) - ...
(ele) - A estupidez humana não tem limites, a idiotice humana não tem limites, e eu quanto mais conheço os homens, mais gosto de cachorros.
(eu, já saindo) - Não sei como ainda me surpreendo.

Alguns minutos depois...

(ele, aos berros) - Deaaaaaaaane.
(eu, no computador) Aff... o que é criatura??
(ele, em tom de raiva e ao mesmo tempo deboche) - Lembra do que eu te falei naquele dia? Olha ai. (e aponta).
(eu, pasma) É. Você tinha razão.
(ele, que é ateu) - Jesus deve ta se revirando no túmulo. (Desliga a tv, e sai da sala.)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

medo

Tava aqui me lembrando de uma entrevista que vi outro dia, Cissa Guimarães fazendo uma tremenda confissão a respeito das dores que sente. Disse que a dor é algo que já está impregnado em sua vida. Confesso que isso mexeu comigo, embora eu a ache uma guerreira, uma pessoa que está sempre sorrindo, não tem como negar que hoje ela carrega uma pequena escuridão no olhar. Conheço gente que já sofreu horrores, casos até parecido com o dela e que hoje leva uma vida feliz - ou então disfarça muito bem. E não estou criticando, sei que só quem sabe é quem passa, sei o quanto deve ser difícil.

Mas o que quero dizer mesmo é que ficou na minha cabeça quando ela disse que hoje a dor faz parte do seu quotidiano. Associei e comparei com o medo, no lugar de dor, medo. Porque ta aí uma coisa que todo mundo tem. Eu sei que os medos vão embora, pode demorar o tempo que for, mas vão. Só que logo atrás vem outros, as vezes até pior. Eu sou uma pessoa que tem medo. Não o medo comum como ser assaltada, ou medo de altura ou de algum bicho. É um medo maior, medo de não aproveitar a vida, de não saber como agir diante de uma oportunidade, de uma mudança, uma reviravolta. De por um deslize mandar embora a chance que sempre pedi. Medo de fazer tudo errado e de não ter a chance de fazer o certo. De pedirem pra eu ser cuidadosa e eu agir impulsivamente, de me pedirem seriedade e eu cair na gargalhada. De me pedirem tempo, e eu não dar por ser assim tão imediatista. Medo de ser infantil, insensata e de repente já era, lá se foi... tchau oportunidade. E não é simplesmente por ter medo e não tentar, é essa de (quase) sempre optar pela emoção, de mergulhar de cabeça, ninguém me disse que teria uma pedra no fundo, ninguém me disse que teria
duas pedras no fundo. Só que aí, teimosa que sou, aquela pedra na qual bati a cabeça eu vou tirar porque eu vou mergulhar de novo.

Lembrei agora foi do filme do Rock Balboa, da cena em que ele fala pro filho que o mundo não é cor de rosa, que é difícil e que não importa o quanto a vida te dê porradas (ela sempre vai dar) o que importa é o quanto você é capaz de suportar.

Confesso que tenho medo de aprender da forma mais dura. Porque sei que caso aconteça é apenas minha culpa e de mais ninguém. E tenho tanto ainda pra aprender, sei que tenho tanta coisa ainda pra passar que me assusto só de pensar. Tem gente que chama isso de sofrer por antecipação, eu chamo de tentar se preparar pro que der e vier.