segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A primeira vez que vi esse vídeo foi há um pouco mais de dois anos, lembrei dele essa semana depois de tanto ler e ouvir a respeito do furacão que foi um dos assuntos mais falado nos últimos dias. O vídeo não fala exatamente sobre o fim do mundo, mas da ilusão exagerada de se tentar salvar o planeta. Passei um tempão procurando pra pôr aqui mas já tinha desistido pois não me lembrava do título. Daí tava aqui assistindo o Fantástico falando sobre o descongelamento nas calotas polares, e decidi procurar novamente. Tive êxito dessa vez.

Gosto da metáfora em que George Carlin fala que somos como pulgas que incomoda e que de vez em quando o planeta dá uma chacoalhada na intenção de se livrar.


Será que o planeta está simplesmente tentanto nos extinguir? Ou então, já que 21 de dezembro está bem aí, será que não é um dos últimos sinais do fim do mundo?... Enfim, parafraseando Geroge: Essa é uma nota poética. E é um começo. E eu posso sonhar, não posso?

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

oi oi oi

Tem alguém aí? Tanta coisa aconteceu nos últimos meses que se for pra contar haja saco pra ler, então bora daqui pra frente mesmo. Claro que sendo eu quem eu sou, antes de rabiscar esse post depois de tanto tempo minha pequena vaidade fez com que eu passasse pelo site de estatísticas e dar uma olhada se ainda tinha alguem passando por aqui e pra minha surpresa ainda tem um montão de gente, em sua maioria os velhos e bons leitores. Fiquei feliz, deu mais vontade de voltar a escrever, e saber que não to falando sozinha. Só que por agora só estou mesmo tirando a poeira do blog, eu volto daqui a pouco.
Pra selar deixo uma tirinha da Mafalda que eu adoro e que amigos mais chegados dizem que é a minha cara.


 Até mais...

sábado, 23 de junho de 2012

a quem interessar possa


quarta-feira, 20 de junho de 2012

sobre distâncias


É interessante como a gente vê as coisas que estão perto ou longe, né? Assim, vou explicar. Quando você vê um avião de perto, você vê que ele é beeem grande. E você sabe que eles são rápidos também, porque, um exemplo, uma viagem Imperatriz - São Luís, de carro, dura em média umas dez horas. Já de avião, quase 50 minutos. Bom, é rápido. E daí você vê o avião no céu, e lá no alto eles parecem tão lentos e pequeninos, né? Eles até cabem numa fresta da janela e às vezes andamos mais rápido que eles. Mas não se iluda, é um avião. E não é porque ele está longe que vai perder o significado que tem um avião.
A mesma coisa acontece com um prédio. De longe parece pequeno e insignificante, mas daí a gente vai chegando perto e ele vai ficando gigante. De longe parece mínimo, e de perto é tão...

E o Sol então? Nem se fala. O Sol é enorme e quente, muito muito quente. Uma quentura que não se pode nem imaginar de tão quente que é. Mas daqui, o Sol cabe na palma da nossa mão. Tem dias que ele aparece brilhante e bonito, e tem dias que chove e ele fica ali escondidinho. Mas nós sabemos que ele está ali. As vezes ele arde em nosso rosto, mas por mais quente que o sintamos, ele não faz ninguém entrar em combustão. Enfim, o Sol é quente e gigante, nós sabemos disso mesmo sem o ver de perto.

A mesma coisa acontece quando se ama alguém que está longe... Então se eu disser pra você que eu gosto de você, mesmo você estando longe, você pode acreditar no que eu digo? Porque eu realmente gosto de você. Porque assim como o Sol você me aquece, e quando chega perto então, quase me queima, e o corpo inteiro arde. 
Porque você aí, longe, fica tão pequenino aos meus olhos, que mesmo sendo enorme, cabe fácil fácil no meu coração. Não é porque está longe que perde o significado que tem para mim, você pode me dizer que não tem nenhuma dúvida?
 
"Quando você disser
Que longe é um lugar que não existe
Se lembre também de me dizer
Onde é que você vai estar, então

Quando eu te quiser
Quando eu te quiser..."

sábado, 12 de maio de 2012


Eu comecei a rabiscar um texto, mas quando estava na metade achei tão ruim que apaguei o esboço. É melhor não dizer nada que dizer qualquer coisa, não é mesmo?

Então eu apaguei, parei quando estava começando a ficar ruim. Eu quero me lembrar do que era bom, por isso que eu tive que parar, antes que ficasse ruim, porque aí eu iria querer esquecer, entende? E eu não quero esquecer.
(Não estou falando do texto)

Enfim, às vezes é muito mais fácil desistir, deixar pra lá, não se importar. Em textos - ou relacionamentos - quando o processo começa errado, o resultado inevitável é gerar a tal da decepção.

Emendar vidro nunca me pareceu uma coisa inteligente.


*

Sim, essa:

domingo, 15 de abril de 2012

desordem

Algo errado. Meu quarto, completo em desordem - minha vida também. Certa vez li que o estado do quarto se reflete no estado da alma. Deve ter sido em alguma sala de espera em meio a estranhos me olhando pelos cantos dos olhos. Armário interditado com perigo de desabamento, nas gavetas não cabem mais nada, pilhas e pilhas de livros amontoados, cd's fora das caixas... Sempre encontro rock no lugar de mpb que esta na caixa do brega, que não esta em lugar nenhum. Falta tempo pra procurá-lo no antro que se tornara meu quarto. Precisa de uma faxina. Vassoura, pano e espanador para limpar tudinho. Colocando depois as coisas no seu devido lugar - pelo menos com o quarto - tudo parece tão simples, quase tudo se resume em minhas roupas, uma pilha de livros e alguns cd's fora do lugar. Com minha alma não. O caos parece maior, nem sei por onde começar. Onde mesmo tinha lido que aquilo tudo refletia no que eu estava sentindo? Ah! Naquela sala de espera. Numa das inúteis revistas de uma sala de espera. Angustiada, em plena madrugada, descalça e com uma camiseta furada, no breu do meu quarto, procurei meus livros e comecei a colocá-los no lugar, os que tenho que devolver vão ficar em cima - faz parte da faxina. Não sei bem se acredito naquela bobagem, mas arrumando o quarto, vai que a alma começa a se ajeitar também...

segunda-feira, 26 de março de 2012

profissão: estudante

Dia desses conversando com os amigos iniciei um assunto que estava na minha cabeça fazia algum tempo. Sabem o que é ser um estudante profissional? É aquela pessoa que se especializa em tudo, menos em trabalhar. Especializou-se em ser especialista, se especializa em se especializar. E fica nisso, numa eterna função não remunerada.
Conheço uma pessoa que tem um mundo de graduações, um pouco mais de trinta anos e já na terceira faculdade. Só que nunca trabalhou de verdade, assim carteira assinada sabe, nunca prestou serviço em lugar nenhum, nem bico nem coisa nenhuma. Pra não dizer que nunca fez nada, fez um estágio numa média empresa da cidade, mas não cumpriu o prazo porque tinha que estudar e o bendito estágio estava atrapalhando. Conta com o maior orgulho do mundo que recusou uma baita proposta de emprego porque precisava viajar pra fazer uma pós-graduação em sei lá o que.
E essa pós era justamente na área da proposta recusada, recusou uma função para ir se especializar nela. (hein?)

Longe de mim dizer que não é bom estudar. Não estou de forma alguma fazendo apologia à ignorância, ao não estudo. Mas parece que tem gente que vive no mundo do faz de conta. Pior é quando pessoas assim vivem lisas, sem grana sequer pra cortar o cabelo. Pessoas com seus quase trinta e cinco anos e nunca teve um contrato de trabalho na vida, uma lista enorme de cursos no currículo, mas com o espaço de preencher a experiência profissional limpinha da silva.

Acho que tem gente com tanto medo de enfrentar a vida que ficam eternamente fingindo pra si mesmas que estão se preparando, vivem achando que estão na oitava série e ficam nessa até que a vida lhes dê um tapa na cara e mostrem que uma hora vão ter que pegar no pesado de verdade.

Já um outro amigo brinca dizendo que essa pessoa vai sim conseguir um emprego: tipo consultor do sebrae, daqueles que ensinam o que um comerciante com vinte e cinco anos de experiência no ramo deve fazer para levar seu negócio pra frente.

segunda-feira, 12 de março de 2012

mais do assunto anterior, só mais essa vez

Pronto. Deu um pouco de trabalho e levou algum tempo pra finalmente ser excluído o perfil que fizeram com meu nome. Passei aqui mesmo somente pra dizer isso, embora em outra ocasião eu tivera prometido não dar audiência pra esse tipo de coisa, só que é muito perturbador saber que tem uma pessoa doente tentando se passar por você. Ou pior, dando uma vida e uma personalidade totalmente diferente da que voce realmente tem, usando seu nome e suas fotos. Durante esses dias que procedeu a denúncia, eu estive observando o quanto de estórias estavam sendo inventadas, o quanto de pessoas mantinham contato, o quanto de pessoas diziam que queriam me conhecer pessoalmente. Até uma cirurgia 'eu' fui fazer, em Brasília. Uma cirurgia no joelho, acreditam? 'Estive' de férias também. De férias da Faculdade de Pedagogia(?)... Ah e 'eu' tinha também uma paixonite e uma amizade muito grande por um tal de Damião, um ser que eu nunca vi na vida, mas que segundo o perfil, foi meu professor, e também primeira paixão. Sem falar que foi atribuído a ele o meu gosto pela escrita e pela leitura (hein?te conheço?).
Isso são só as coisas que dá pra dizer aqui. São tantas estórias, uma mais cabeluda que a outra. Realmente tudo de dar pena. Só que de tudo, de tudo mesmo. O que mais me deixou de boca aberta foi descobrir de quem estava sendo a autoria dessas coisas. Lembrei agora de algo que o ex-jogador do time do Imperatriz fez lá pelas bandas de São Paulo. São coisas que sempre surpreendem principalmente por se tratar de pessoas conhecidas e com uma imagem a zelar. Faço essa comparação porque na minha opinião é o mesmo tipo de pessoa, psicopata.
Pois é, descobrimos quem foi. Mas não, não pretendo fazer nada contra a pessoa. O que eu mais queria era que a página fosse excluída, e isso por agora já foi resolvido. Aconselho a quem sofrer algum tipo de calúnia na internet, que denuncie à polícia, ela com certeza vai ajudar.

No mais... deixa pra lá viu
teacher? Só espero de coração que isso que você fez comigo, ninguém nunca faça com nenhuma das suas duas filhas. E que mesmo você estando tão longe, Deus olhe por elas sempre. É isso que eu desejo, do fundo do coração.
Ponho agora um ponto final nessa história, espero que você faça o mesmo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

sobre mídias e mentes vazias

Um recadinho rápido. Já passei pros amigos reais, falta dizer pros virtuais que embora eu não seja nenhuma celebridade, alguma pessoa muito desocupada criou um perfil com meu nome, colocou uma ou duas fotos minhas no facebook, adicionou várias pessoas aqui de Imperatriz, inclusive alguns conhecidos e um ou dois amigos meus. Felizmente, pessoas que me conhecem de verdade e sabem da minha índole imediatamente perceberam que se tratava de um perfil fake, que não faz parte da minha educação tecer comentários chulos, ainda mais sobre assuntos de zero importância para mim. Portanto, peço que não aceitem convites e desconsiderem qualquer coisa do tipo. Já tive um perfil no orkut alguns anos atrás, e mesmo ele está desativado. Tive também uma conta no twitter, mas infelizmente por causa da preguiçinha dessa que vos escreve não era atualizado todos os dias e acabei deixando pra lá.
Pra quem gosta de leitura pode me encontrar facilmente no Café História. Podem me achar também no msn, skype ou até mesmo através desse humilde broguinho. E só, nada de facebook.
Infelizmente neste mundo chamado internet o que não falta é gente desocupada. Se fosse ao menos pra tentar ganhar dinheiro eu nem diria nada (brinks, eu diria sim), mas pra se passar por outra pessoa e tentar viver uma vida que não é sua?... É realmente desprezível.

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domingo, 15 de janeiro de 2012

droga, de novo

Não sei se era inocência minha, mas quando se falava em drogas, eu pensava logo em São Paulo, Rio de Janeiro, favelas e tráfico. Alguns anos atrás ainda na adolescência eu soube que perto de onde minha família e eu morávamos tinha (e ainda tem, eu acho) uma casa onde vendia facilmente alguns tipos de drogas. Morávamos não muito longe de um colégio particular, tradicional bem conhecido na cidade. Lembro que eu sempre via alunos daquele colégio indo a tal casa, todos arrumadinhos em seus uniformes verdes, eu na minha inocência achava que era um ciber, vídeo-game ou alguma coisa do tipo. Porque claro, eu, na minha inocência de criança pensava que o uso de drogas acometia apenas a grupos de pessoas não beneficiadas por estudo, conhecimento, informação.

Lembrei agora de um dos acontecimentos que mais me marcou ano passado, o confronto dos estudantes da usp com a polícia militar, o tipo de reivindicação que faziam, se é que podia chamar aquilo de reivindicação. Imagino a confusão que aquilo teria feito na minha cabeça se tivesse acontecido quando eu tinha lá meus doze anos: "alunos brigando com policiais porque esses malvados não querem deixa-los usar drogas em paz". Já pensou? Eu provavelmente não estaria preparada.
Claro que não, eu que naquele tempo lia sobre jovens que foram pra rua com a cara pintada derrubar um presidente, de repente me ver fazendo parte de uma geração cara de pau, sem ideologia ou qualquer preocupação que não seja o próprio umbigo. É complicado.

Mas voltando ao assunto, claro que eu caí na real com o passar do tempo, fui vendo que não acomete apenas pessoas pobres ou sem estudo não, mas a verdade é que é muito difícil não ser abalado principalmente quando acontece perto de você. Poxa...Aquela história de "meus amigos me convenceram", ou "era curiosidade eu só queria provar", isso é passado! Com a informação que temos, é difícil não saber o que a droga é capaz de fazer, já não é mais ignorância, é burrice. Burrice e egoísmo, visto que além de a pessoa estar caminhando para própria morte, abala com a vida de todos aqueles que vivem ao seu redor
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Não vou entrar em detalhes, mas hoje passei por um momento extremamente difícil, encontrei um amigo numa situação muito complicada. Fiquei mal, pensando nas pessoas que cresceram comigo, nos caminhos de cada um. Uma vez, por já ter visto tanta coisa, eu disse que não queria mais me surpreender nem me abalar com nada.
Mas graças à Deus não perdi essa sensibilidade, nem quero.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

voltando à programação normal

Passei aqui mesmo somente pra dizer pros meus dois leitores que eu tô de volta. Os dias tem sido super corridos e vejam só, já estamos em 2012 e eu ainda nem tinha notado, se bem que.. eu tenho um pensamento um tanto quanto peculiar em relação a contagem de tempo, mas enfim, quem sabe explico isso numa outra oportunidade.
Hoje não vou desejar feliz ano novo, vocês já receberam muitos e eu sei que isso é um pouco chato. Também não vou fazer um balanço do ano que passou, eu até tinha feito um rascunho aqui mas saí da página sem salvar e eu não quis fazer de novo. Vamos mesmo daqui pra frente.


Vou só terminar de reorganizar umas coisinhas aqui e já já eu volto, prometo dessa vez não demorar tanto.


PS.: Beijo carinho, mas muito carinhoso mesmo pra quem mandou email me chamando de blogueira preguiçosa, eu achei lindo.