domingo, 26 de setembro de 2010

política, pais e filhos

Domingão na casa do meu pai, depois do almoço rola o diálogo:

- Pai, em quem mesmo o senhor vai votar?
[perguntei, mas já sabia]
- Vamos votar na Dilma filha.

- Como assim "vamos"?
- Nós ué.

- Quem disse isso?

- Eu to dizendo!

- Pai, sério... se o senhor votar na Dilma, eu voto na Roseana.

- Que é isso menina, tá querendo me irritar?

- Pai, não dá pra lhe entender, elas estão juntas nessa, até parece que o senhor não sabe.

- Filha, já te expliquei um milhão de vezes, elas são diferentes, não diga que vai votar na Roseana nem de brincadeira.

- É isso que eu quero que o senhor entenda. Pra mim as duas são a mesma merda.
- Olha o palavreado...

- Desculpa, pra mim as duas são o mesmo culiforme fecal.
- Filha, você é inteligente. Eu sei que você jamais votaria na Roseana.

- E eu sei que o senhor é inteligente e jamais votaria na Dilma.
- Menina sai daqui... [tirando o cinto]




E rindo muito saio correndo de perto dele, porque mesmo com 24 anos
ainda tenho medo de levar uma surra do meu pai.

E convenhamos né, eu provoquei.

sábado, 25 de setembro de 2010

Mesmo depois de uma super aula dada por um amigo falando sobre como funciona o segundo turno, cheguei em casa e pesquisei mais a respeito. Encontrei esse vídeo bem bacana que de forma bem simples desmistifica o mito do voto útil. Serve principalmente pra quem se deixa levar facilmente por pesquisas e depois quer dá uma de fodão dizendo que votou no candidato eleito. Sem essa de votar em fulano ou sicrano só porque "está na frente", não engula sapo.


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

falando em formigas...

Lembrei disso aqui do ano passado:




No chão do meu banheiro aconteceu uma cena das mais dramáticas.
Perto do tapete meio encardido, perdidas na imensidão lisa da cerâmica fria e branca, duas formigas esbarravam na linha que separa a vida da morte. Ou melhor, uma já estava morta. A outra é que não sabia o que fazer com o cadáver que a perturbava. Pobrezinha, percorria a cerâmica inteira numa velocidade que eu nunca vi em formigas, desesperada, pegava o corpo morto da outra, trazia mais para perto da outra cerâmica, soltava o corpo, depois voltava, e ia de novo. Talvez chamasse por mais outras, mas ninguém veio.
Devia estar roída por dentro, toda envolta na dor da perda.
=/

Foi uma cena muito triste, não aguentei ver tanto sofrimento e pra acabar com aquela dor, pisei em cima dela.
Tão humanas as formigas. E nós, tão elas.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mafalda e Filipe



É, não dá pra debater.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Otto e Heitor

Já deu pra perceber que eu me amarro em tirinha né...
Encontrei esse site e me apaixonei. Mostra o cotidiano de duas crianças, tem um toque de humor leve, simples e inocente. É meu novo vício e já está nos meus favoritos, pra quem gosta do estilo e quiser acompanhar, segue o link: http://www.ottoeheitor.com



domingo, 5 de setembro de 2010

i wanna a hug



Todo mundo precisa de carinho né? De que vale a vida se a gente não tratar as pessoas que a gente ama com amor, com dedicação?
Tem coisa melhor do que se aconchegar num abraço e se sentir querido(a), protegido(a), amado(a), poder encostar a cabeça num ombro amigo e esquecer o mundo e os problemas, mesmo que apenas por alguns minutos?
øøøøø
Que a gente não seja tão egoísta,
e que sejamos mais tolerantes com as pessoas a nossa volta.
E que aprendamos a nos dedicar mais ao próximo,
e que tenhamos sempre um gesto e uma palavra amiga pra oferecer.
Que essa semana seja melhor que a anterior.
Amém!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Devaneio

- Afinal de contas, o que você sente por mim?
- Amor.
- Amor?
- É.
- Você sabe o que é isso?

- [silêncio]

Baixei a cabeça envergonhadamente - eu não soube responder. Fiquei pensando se a pergunta surgiu como um desafio pra ver se eu sabia mesmo o que era aquilo e/ou pra me fazer ter certeza do que eu sentia antes de sair falando
.

Mas acho que ele perguntou porque também não sabe.


Fim.

[não queiram entender, nem eu entendo]