sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

escrotice natalina

Daí que tem gente que faz questão de ser um baita filho da p#$@ o ano inteiro, e quando chega no final do ano dá uma de desentendido eu-sou-o-cara-melhor-ainda-nessa-época, e vem com a maior cara limpa do mundo cuspindo veneno disfarçado de palavras bonitinhas de natal.
Quê ? Pra cima de mim?


Não nenem, eu tenho a minha dignidade, e os meus desafetos eu faço questão de manter até mesmo no natal. Desculpa, eu não sou santa, muito menos falsa.


Quem sabe outra hora, tá?


Beijos!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Manuel (o de Barros) - eterno gosto de infância

"Eu não obedeço ordem, obedeço à desordem"


Brincadeiras
.
"No quintal, a gente gostava de brincar com palavras
mais do que de bicicleta.
Principalmente porque ninguém possuía bicicleta.
A gente brincava de palavras descomparadas.
Tipo assim:

o céu tem três letras,

o sol tem três letras,

o inseto é maior.
O que parecia um despropósito

para nós não era despropósito.
Porque o nosso inseto tem seis letras,
e o sol só tem três,
logo o inseto é maior. (Aqui entrava a lógica?)
Meu irmão, que era estudado, falou: "Que lógica que nada, isso é um sofisma".
A gente boiou no sofisma

Ele disse que sofisma é risco n'água.
Entendemos tudo.

Depois Cipriano falou:

"Mais alto que eu, só Deus e os passarinhos".
A dúvida era saber se Deus também avoava

ou se ele está em toda parte como a mãe ensinava.

Cipriano era um indiozinho guató que aparecia no quintal, nosso amigo.

Ele obedecia à desordem.
Nisso apareceu meu avô.

Ele estava diferente e até jovial.

Contou-nos que tinha trocado o Ocaso dele por duas andorinhas.

A gente ficou admirado daquela troca.

Mas não chegamos a ver as andorinhas.

Outro dia a gente destapamos a cabeça de Cipriano.

Lá dentro só tinha árvore, árvore, árvore.
Nenhuma idéia sequer.

Falaram que ele tinha mais predominâncias vegetais do que platônicas.

Isso era"


Belezura, diz se não?

sábado, 18 de dezembro de 2010

sobre crachás de identificação...

Olá pessoas!!!

Olha eu aqui de novo.
É sempre bom vir aqui escrever um pouco, e principalmente encontrar alguns recadinhos na página de comentários. Essa semana foi difícil pra mim, não tenho andando bem de saúde, as vezes pensamos que ser jovem significa poder fazer tudo, comer e beber de tudo que vai ficar tudo bem, só que tem uma hora que o corpo reclama e é nessas horas que nos damos conta que NÃO, não somos de ferro e muito menos imortais. Pra completar, os dias no trabalho não tem sido dos melhores, uma coisa leva a outra né, mas vou pular essa parte, tem certas coisas e pessoas que de tão nojentas não valem a pena serem mencionadas. Quero dizer que já estou bem melhor e principalmente agradecer as ligações, é muito bom saber que somos queridos e saber quem são os bons e poucos amigos que temos ainda mais nessas horas em que ficamos tão sensíveis. Valeu mesmo, de coração

Por agora, quero partilhar com vocês dos pensamentos meio bobos que tive por esses dias...

No dia em que estive no hospital, deitada naquela cama, lembro que entre uma medicação e outra eu via pessoas que se aproximavam de mim, não lembro dos rostos, só dos crachás de identificação. Mesmo muito sonolenta eu conseguia ler: "fulano de sousa: enfermeiro" / "beltrana da silva: tec de enfermagem"...
Como num flash meus pensamentos voltaram uns dias antes quando eu estava numa dessas lojas de departamento da cidade, nas pessoas que se aproximam da gente usando crachá: " fulano de oliveira: vendedor / cicrano rodrigues: chefe de setor / maria beltrana: gerente...

Em quase todo lugar as pessoas usam, serve basicamente para te informar quem ela é, a função dela e o que ela pode fazer por você. Normalmente é uma pessoa que você vê apenas uma vez.
Não sei se eu sonhava ou se estava acordada (ou delirava), mas ali naquela cama comecei a pensar nas pessoas que aparecem na nossa vida sem dizer pra quê veio. Já pensou se essas pessoas usassem um crachá dando informações?

"Oi sou João* e quero ser seu amigo"
"Olá, sou José*, não quero nada com ninguém agora, mas gostei de você, vamos sair?
"Oi sou Maria*, vamos ser amigas por um tempo mas depois vou mostrar minhas garras e de alguma forma vou trair você!"
"Oi sou Joaquim*, vamos ser bons amigos de trabalho, mas só até um dos dois ser demitido, não leve a mal é que não rola manter amizade fora do círculo"
"Oi sou Pedro*, vou entrar na tua vida, vamos ter um amor eterno durante dois anos"
"Olá eu sou o Carlos* e só vou te ligar quando eu tiver precisando de dinheiro emprestado"
"Oi sou Ana*, vamos ser amigas e em todos os momentos que você precisar eu estarei aqui"

*nomes fictícios

Tem certas pessoas que entram na nossa vida que seria bom se tivesse um crachá, né? Eu sei que parece maior bobagem do mundo, mas passei maior tempão pensando nas pessoas que apareceram na minha vida e fiquei imaginando o que teria escrito nos "crachás" de cada uma.

Hoje, lembrando desses pensamentos (ou sonho, ou delírio) que tive no início da semana foi que me perguntei: "Vem cá, e o meu crachá, está escrito o quê? "
Caramba... eu faço parte da vida de muita gente, e mesmo se quisesse eu não poderia dizer aqui o que está escrito para cada uma, mas vou aproveitar a oportunidade pra dizer apenas prum certo alguém, que eu sei que uma hora ou outra vai dar uma passada por aqui, eu não lembro e não sei exatamente o que estava escrito lá no início quando tudo começou, mas posso falar de hoje, e hoje posso dizer está escrito algo mais ou menos assim:

"Oi, mesmo diante de toda essa incerteza eu estou aqui, e eu não sei exatamente no que essa nossa história vai dar, mas quero que você saiba que eu gostaria de tentar mesmo assim..."

E na foto eu estaria sorrindo, aquele riso meio bobo, assim de leve, provocado por uma tentativa bem sucedida de me fazer rir depois depois de uma piada bem ruinzinha, da qual eu não esqueço nunca e dou risadas quando lembro.

sábado, 11 de dezembro de 2010

uma passagem pra júpiter, por favor...

Sabe quando você não quer saber de nada? Quando tudo o que você quer é ficar em casa sem ver gente e fazer de conta que do lado de fora não tem mundo? Sabe aquela vontade de desligar o telefone, evaporar, não ter que dar satisfação; virar um mosquitinho e sumir do mapa?

Pois é.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sabe o dia em que você faz tudo, que chega no ponto em que você não sabe como ocupar as horas livres que ainda restam?
Eu me pergunto o que será que o pequeno príncipe faria...


¨¨¨¨¨¨

Capítulo XXIII

- Bom dia, disse o príncipezinho.

- Bom dia, disse o vendedor.

Era um vendedor de pílulas aperfeiçoadas que aplacavam a sede. Toma-se uma por semana e não é mais preciso beber.

- Por que vendes isso? - Perguntou o príncipezinho.

- É uma grande economia de tempo - disse o vendedor - Os peritos calcularam. A gente ganha cinquenta e três minutos por semana.

- E que se faz, então, com os cinquenta e três minutos?

- O que a gente quiser...

- Eu... - pensou o principezinho - se tivesse cinquenta e três minutos para gastar, eu iria caminhando passo a passo, mãos no bolso, na direção de uma fonte...

domingo, 28 de novembro de 2010

sobre o que julgamos certo ou errado

Em conversa de bar com os amigos chegamos a considerar que a maldade faz parte da genética do ser humano. Depois, que o ser humano não nasce mau, mas se torna mau porque a sociedade o torna assim. Será que em algum momento da vida algo acontece e faz com que o lado ruim aflore mais do que o lado bom?
Eu acho que sim, claro que sim. Quem sou eu para julgar, mas cada um sabe de si. E cada detalhe deve ser levado em conta, onde você viveu, com quem você viveu, de que forma você viveu, quais são suas referências e influências familiares, sociais. Claro que não existe existe desculpa para a maldade, não acredito que a maldade nasce nem q esteja impregnada nos genes do ser humano.
E será que considerar o contrário não seria a mesma coisa que justificar por exemplo grandes aberrações passadas como: nazismo, holocausto, a queima às 'bruxas'?
Por mais loucura que nos pareça, não estariam seus autores defendendo o lado que julgava correto? Ou é a maldade e violência na sua mais pura essência sendo cometida pelo simples fato de ser assim e pronto? Não queria acreditar nesse último, aliás, nem sei o que pensar, no que acreditar.
É como se não existisse preto no branco, apenas escalas de cinza, sabe?


Todo mundo diz que o lado certo e o errado, só depende de que lado você está. No caso de toda a violência no Rio por exemplo, qual o lado certo? Dos policiais ou dos traficantes? Para seres sociáveis e de bem é bem simples: certo = policiais (os moçinhos), errado = traficantes (os vilões).
Mas e pra eles, os vilões, o que pensam? Será que justificam a violência por chegarem ao extremo de lutar e defender alguma coisa que ainda resta quando não se tem mais nada a perder?. Ou estão apenas sendo maus simplesmente por gostarem de ser? Qual o lado certo, qual o errado?
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Caramba, do que é mesmo que eu estou falando...
Complicado demais essas coisas, ainda mais pra se falar assim em mesa de bar, aonde deveríamos falar somente das coisas amenas da vida.
É, é por isso que so posso falar mesmo é de mim, e por agora posso dizer que o lado certo era o que eu estava uma hora atrás, com meus amigos tomando cerveja, e a coisa errada era estar falando disso (maldade humana), quando deveríamos estar contando nossas velhas e boas piadas, falando de amores, rindo da vida e das pessoas (coisas dignas de serem tratadas em mesa de bar).
A vida já é séria e cheia de problemas demais, e amanhã começa tudo de novo.
Ai ai, nem sei porque mesmo comecei a falar essas coisas
. Abafa aí, ainda é o efeito, vou dormir que ganho mais. Fui!!!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"Diz o mestre:

A encruzilhada é um lugar sagrado. Ali o peregrino tem que tomar uma decisão. Por isso os deuses costumam dormir nas encruzilhadas. Onde as estradas se cruzam, se concentram duas grandes energias - o caminho que será escolhido e o caminho que será abandonado.
Ambos se transformam em um caminho só - mas apenas por um pequeno período de tempo.

O peregrino pode descansar, dormir um pouco, até mesmo consultar os deuses que habitam as encruzilhadas.

Mas ninguém pode ficar ali pra sempre: uma vez feita a escolha, é preciso seguir adiante, sem pensar no caminho que deixou de percorrer.


Ou a encruzilhada se transforma em maldição."

domingo, 21 de novembro de 2010

o ninguém da frase é você

Quem nunca ouviu a seguinte frase? "Se não deu certo, é porque não era pra dar" ou "melhor agora do que depois". E a que menos que gosto: "o que é pra ser nosso ninguém tira"?

Muitas são as vezes em que ouço essas frases, mais ainda são as vezes em que eu mesma já disse. Engraçado que com o passar do tempo vamos percebendo que tudo não passa de uma grande desculpa ou uma forma bem idiota de consolar a si mesmo.
No início da minha adolescência, no tempo em que eu vivia minhas primeiras paixões minha mãe gostava de dizer: "filha o que é pra ser seu vai ser". Eu chorava, mas acabava me conformando porque as palavras que ela dizia era as que de fato acontecia: "o tempo vai passar e você vai esquecer". O tempo passa mesmo, só que a história se repete. Não a mesma situação, mas sempre se repete, ou com uma amizade ou com um emprego ou qualquer coisa que seja... Independe do que venha a ser, sempre que perdemos algo tentamos nos consolar depois tirando a culpa das costas.

Certo, ok, tudo bem. Mas e quando uma coisa é pra ser sua, e você perde? Não cuida, e ela se vai, se acaba? Não, não adianta dizer que fugiu do controle ou que apareceu alguém e te tomou. Você perdeu porque você tirou de si mesmo, não tem vilão nenhum nessa história, o ninguém da frase é você.

"O que é pra ser nosso ninguém tira"

Que merda de frase, que triste constatação. Ninguém tira mesmo não, na maioria das vezes nós é que perdemos, nós tiramos de nós mesmos, e depois tentamos nos consolar dizendo que se não deu é porque não era pra dar.
Ora, era pra dar sim, nós é que somos burros, nós é que temos um orgulho estúpido que corroe qualquer possibilidade de ter dado certo.


_______

Finalizo minha reflexão boba dessa noite de domingo com uma prece:
O que é pra ser meu vai ser, ninguém vai me tirar
e nem eu vou tirar de mim mesma
porque eu vou cuidar pra que seja assim,
vou tratar disso pessoalmente.

Daqui pra frente,
amém!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

...



"tudo é uma questão de manter a mente quieta,
a espinha ereta

e o coração tranquilo!
"


Eu sei esperar...
e irei!

domingo, 7 de novembro de 2010

capítulo XXI

"...Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor... Cativa-me! - Disse ela.

- Bem quisera - disse o príncipezinho - mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que é preciso fazer? - Perguntou o príncipezinho.

- É preciso ser paciente - respondeu a raposa - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas, cada dia, te sentará mais perto...

No dia seguinte o príncipezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora- disse a raposa - Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta a agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.

- Que é um rito? - Perguntou o príncipezinho.

- É uma coisa muito esquecida também - disse a raposa- É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias !

Assim o príncipezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou à hora da partida, a raposa disse :

- Ah! Eu vou chorar.

- A culpa é tua - disse o príncipezinho - eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...

- Quis. - disse a raposa.

- Mas tu vais chorar!- Disse o príncipezinho.

- Vou. - disse a raposa.

- Então, não sais lucrando nada!

- Eu lucro - disse a raposa - por causa da cor do trigo..."

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

confissão II

Há alguns dias tenho sido questionada por alguns amigos do porquê de ter deixado algumas atividades na igreja. Cheguei a me sentir meio que pressionada, mas depois de um tempo essa conversa com meus amigos me serviu mais como um desabafo porque na verdade eu nunca tinha contado pra ninguém o verdadeiro motivo de eu ter me afastado da forma como me afastei. É sempre bom desabafar né? principalmente quando você não espera por isso, é como alguém tirar um peso das suas costas sem que você estivesse esperando.

A verdade meus amigos, é que eu tinha caído na rotina religiosa, o que para mim foi uma grande tragédia. Estava deixando de viver a plenitude do bem estar dos relacionamento com as pessoas, estava deixando de viver a minha paz espiritual para viver rotinas igrejeiras, era reunião atrás de reunião, rituais, burocracia, programações semanais, as vezes diárias... Tudo isso tava me corroendo por dentro, dando nos nervos mesmo, sabe? E se você falta em algum desses compromissos, é como se você já estivesse em falta com Deus porque é assim que as pessoas te olham. Sabe aquela perguntinha clássica? (tá perdendo a fé irmão?) Pois é.

Comecei a achar que estava surtando, sério mesmo.
Houve momentos em que eu estava dentro da igreja com o pensamento em outro lugar. Talvez você diga: ah isso nem é nada, acontece com todo mundo. Mas sabe o que é pensar em Deus só quando você chega na sua casa, sendo que você acabou de sair da casa dEle? Foi o momento em que vi que precisava dar um tempo, eu estava lá o tempo todo mas era como se as minhas ações estivesse sendo vazias, por mais que o objetivo de tais atividades fosse ajudar alguém. Mas e eu?
Sabe morte espiritual? Pois é, a pior de todas as mortes.

Eu precisava sair do meio daquilo tudo se eu quisesse reencontrar minha paz interior. Eu sei que é estranho, imagino que alguns dos meus amigos vão se decepcionar lendo isso, mas essa é a verdade. E por mais que eu tenha tentado reverter tudo, não adiantava.. comecei a ver que algumas atitudes não faziam sentido nenhum e isso ma dava um sentimento de culpa terrível.
Eu não queria que isso se tornasse visível para as outras pessoas, principalmente porque eu tinha um papel de destaque num grupo de adolescentes. Uma vez um deles disse assim pra mim: "É tão bonito quando você fala, é bom ver você falar." Olha gente, nessa noite eu não dormi, era como se tivesse uma voz questionando se eu estava vivendo tudo aquilo que eu falava.
Falei com meu pai a respeito, ele sempre tão sábio me respondeu da seguinte forma: "A boca fala do que o coração está cheio, não se preocupa com isso filha, isso que você tá passando muita gente já passou, eu ja passei, você não é a primeira e nem a última a se sentir assim; se você quiser dar um tempo da Igreja, dê. Mas não dê um tempo de Deus."
Bingo! Era tudo o que eu precisava ouvir.
Descobri que eu não estava com fastio de Deus, estava com fastio da igreja. Por Deus o que eu quero sentir é sede, fome, saudade... essas coisas que fazem com que a gente esteja sempre na busca.


Eu não deixei de ir na Igreja, mas deixei de ser uma pessoa igrejeira. Descobri que o que existe de melhor dentro da Igreja são as pessoas, e que quando quero me encontrar com Deus eu sei que não preciso ir muito longe.
E sempre lembro do que disse o Nazareno: "O Reino de Deus não vem como aparato exterior; nem se pode dizer: ei-lo aqui!, ei-lo acolá! O Reino de Deus está dentro de vós".


Confesso que fiquei bem melhor depois que aprendi isso, já faz mais de um ano que deixei a rotina religiosa, e agora quando vou na Igreja, não vou por obrigação, vou por vontade mesmo sabe? E olha gente, não há nada melhor viu.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cultores da mediocridade

"Meu ignoto amigo.
Se quiseres ser/permanecer impenitente cultor da rotina e mediocridade, guia-te pelas normas seguintes:

Antes de pensar, informa-te sempre do que deve ser pensado, a fim de não introduzir no mundo o contrabando de idéias novas.

Não penses nunca com o próprio cérebro - mas sempre com a cabeça dos outros.

Dize sempre sim quando os outros dizem sim - e não quando os outros dizem não.
Lê cada manhã, ao café, o teu jornal, para saberes o que deve ser pensado naquelas vinte e quatro horas.

Quando vier alguém com idéias novas, evita-o como um perigo social e tem-no em conta de herege e demolidor.

Não te exponhas ao perigo de fazer o que o vizinho não faz - mas lembra-te da comprovada sapiência burguesa: o seguro morreu de velho.

Sê amigo dedicado da tua frouxa poltrona - e não te exponhas a vertigens de vastos horizontes.

Prefere sempre as paredes maciças dum cárcere e as grades duma gaiola às incertezas dum vôo singular, indefinido.
Não abras nunca portas fechadas - passa tão-somente por portas abertas.

Não explores caminhos novos como os bandeirantes - anda sempre por estradas batidas e sobre trilhos previamente alinhados.
Vai sempre com o grosso do rebanho, como os bons carneiros - e não procures caminho à margem da rotina geral.


Em suma, meu distinto cultor da mediocridade: Deixa tudo como está para ver como fica!

Conservará a saúde e a tranquilidade dos nervos e poderás tomar, cada dia com sossego, o teu chope ou coquetel - e passar por homem de bem.
(...)

***


de Huberto Rohden, em um de seus livros que tenho cá comigo.
Não sei porque (não sei mesmo =P)
mas achei um bom momento pra postar esse trecho aqui .

sábado, 30 de outubro de 2010

2° turno




Uma palavra pra definir meu sentimento em relação ao dia de amanhã: Medo!


Sem mais para o momento.:o|
Bom fim de semana!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

oi tem alguém aí?

Pois é... mais de uma semana sem aparecer por aqui, blog quase às traças tadinho. Engraçado que essa história de blog de certa forma vicia né, eu até gostaria de postar todos os dias só que não dá, falta tempo. Eu tenho muitos hábitos e manias mas quando percebo que algo me toma mais tempo do que deveria, quando desconfio que a minha atenção está sendo tomada por alguma coisa (ou pessoa) e que está se tornando difícil me sair de tal coisa (ou companhia) - não dá outra neguinho, tenho que encontrar a deixa e sair à francesa, porque nesse caso não entra o lance lá de ter que aparecer alguém pra sacudir meu ombro.
Tudo me interessa e nada me domina, sabe? E é até melhor que assim fica mais gostoso, se mantenho é porque eu gosto mesmo, mas
enfim, passei mesmo só pra dar um oi, e dizer que eu ainda estou por aqui viu? E tô por aí também pelos blogs de vocês.
Então é isso, volto depois;
uma tirinha - pra distrair:



Beijinho doce =*

sábado, 16 de outubro de 2010

confissão

Não confundam com inocência,



...mas tenho cá um defeito grave:
Eu tenho uma mania de acreditar nas pessoas,
estou sempre achando que estão dizendo a verdade.

...

Pobre de mim

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

sobre perguntas e quase respostas...

Eu não sei o que acontece, mas as pessoas sempre me fazem perguntas difíceis. Sempre! Logo pra mim que não sou muito boa nisso. Me embaraço toda, sabe? E se é sobre mim então, geralmente dou resposta evasiva, chego até a dizer coisa sem pensar só pra me livrar do olhar insistente do meu interlocutor - ou de quem quer que seja! Mas enfim, eu não vim falar disso, não exatamente.

Esses dias um amigo que eu amo muito passou por uma situação em que sua integridade moral foi posta em dúvida. Mas ele não vacilou e foi firme até provar que dizia a verdade.
Hoje ele me liga, e depois de quase uma hora de conversa por telefone faz a seguinte pergunta:
- Deane, de que vale mesmo a nossa honestidade?

Depois de muito pensar eu respondi:
- Olha, eu acho que serve pra quando der de noite a gente encostar a cabeça no travesseiro e poder dormir em paz. Deve ser pra isso.

- É, deve ser.

- ...
.
.
.
"De quê vale mesmo a nossa honestidade?"

Que perguntinha mais difícil é essa meu Deus?
Se alguém souber, ajuda aí... Caso alguém pergunte de novo, eu gostaria muito de ter outras respostas pra dar.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

acabou?

Quando criança eu via muitas atrações na tv, atrações infantis é claro, eu só tinha um probleminha, dificilmente eu percebia quando os programas ou os desenhos acabavam, daí que eu começava a chorar e berrar feito louca porque achava que era meu irmão que tinha mudado de canal. Minha mãe me consolava explicando que na verdade o desenho já tinha acabado. - Era assim quase todos os dias.

Na época aborrescente em que eu via muitas novelas, quando as amigas me chamavam pra sair eu pedia pra esperar dizendo que queria ver o último capítulo. Elas riam muito e diziam: "Deane, acorda já acabou." - Foi assim por muito tempo

Quando alguém conta uma piada que eu não entendo, eu fico super ansiosa olhando pra cara da pessoa como que esperando ela terminar pra eu poder começar a rir, a pessoa fica sem graça e diz: "terminei, pode rir agora". - Isso ainda acontece muito.

Sou muito boba né?... Mas enfim, o que eu quero dizer é que não importa quanto tempo passe, eu sou assim até hoje. E não acontece só com os programas de tv ou piadas, está além disso.
Eu demoro pra perceber quando as coisas acabam, tem hora que é preciso aparecer alguém pra sacudir meu ombro e dizer: "acabou!"

Choque de realidade, sabe? As vezes é o jeito porque sozinha eu não consigo, eu sempre acho que ainda pode ter mais...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

2ª Copa de Robótica

Recebi, e estendo aqui o convite do sr. Anderson Casanova - professor do IFMA (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão) para participar do 2° evento de Robótica que será realizado agora nos dias 7 e 8 de outubro; cuja finalidade principal é a disseminação do conhecimento científico e tecnológico que envolve a robótica e áreas afins.
Qualquer pessoa pode participar, para isso basta colaborar com um kg de alimento não perecível no ato da inscrição. Mais informações clique na imagem:



segunda-feira, 4 de outubro de 2010

chupa essa manga Maranhão

Pois é, Roseana venceu as eleições no primeiro turno, 'no primeiro turno'. Isso tá martelando na minha cabeça como se tivesse uma voz maldosa e assombrada repetindo isso no meu ouvido. Não tivemos nem a esperança de um segundo turno, foi assim num golpe só. Tirando de muita gente o desejo de se ver livre dessa maldição que nos persegue.

Sinceramente, eu não tenho palavras para descrever o quanto eu estou arrasada.

Mas olha, cada estado tem o governo que merece, e o resultado dessa eleição não passa de uma realidade cruel que só mostra que no geral maranhense é um eterno escravo de si mesmo, não vou nem falar do sarneysmo porque já é um clichê cansativo, maranhense não é escravo de ninguém, nem do coronelismo bigodudo nem de ninguém. Maranhense é escravo de si mesmo, é como aquela mulher que apanha do marido mas não consegue viver sem ele. Ameaça separar, faz drama, vai na delegacia faz mi-mi-mi mas no final acaba perdoando, porque o ama. Maranhense é assim.


Temos as piores escolas, os piores hospitais. Se não me engano, é o estado que mais vive na base do bolsa família, temos também algo parecido como bolsa energia, não sei o nome mas funciona assim, o governo paga sua conta de energia se voce tiver o consumo y; que serve mais ou menos como um incentivo pra você continuar na pobreza, porque se resolver melhorar o conforto dentro de casa, bye bye ajuda.
Esse é só um exemplo de que é essa eterna acomodação crônica que faz do povo maranhense uma eterna vítima voluntária.
Eu não condigo entender por que que aqui as pessoas são tão covardes e insistem em perder uma oportunidade de se livrar dos que as oprimem. Juro por tudo, eu tinha uma esperança enorme de ver a galera arregaçando as mangas e mandando esse governo pro inferno, podia jurar que Jackson ou Flávio chegariam lá e que Roseana não tinha mais vez. Que decepção, a bicha vai continuar exercendo a realeza por aqui.

É por essas e outras que as vezes bate aquela vergonha de ser maranhense, de me ver no meio dessa gente que por décadas insiste em permanecer no atraso. Será se posso alterar meu rg e mudar minha naturalidade? Sério gente, eu estou com vergonha.

O meu consolo foi ver que minha cidade foi a que mais reagiu!
Força Imperatriz, um dia você chega lá.



PS.: Lei seca acabou? To afim de tomar um pórre!

sábado, 2 de outubro de 2010

foi um aviso...

Porque quando eu estava prestes a sair pra tomar uma atitude tola...



... começou a chover!

Nesse clima eternamente quente de Imperatriz, as vezes parece que a chuva vem para nos impedir de fazer alguma bobagem, pra nos manter ali esperando o sol (e a calma) voltar, e nesse meio tempo pensar melhor com a cabeça, sem deixar de dar ouvido ao coração
.
...
Certo...
Mas e aí, o que é que a gente faz quando der aquela vontade louca de tomar banho de chuva?



Ao som de Jota Quest - O que eu também não entendo

domingo, 26 de setembro de 2010

política, pais e filhos

Domingão na casa do meu pai, depois do almoço rola o diálogo:

- Pai, em quem mesmo o senhor vai votar?
[perguntei, mas já sabia]
- Vamos votar na Dilma filha.

- Como assim "vamos"?
- Nós ué.

- Quem disse isso?

- Eu to dizendo!

- Pai, sério... se o senhor votar na Dilma, eu voto na Roseana.

- Que é isso menina, tá querendo me irritar?

- Pai, não dá pra lhe entender, elas estão juntas nessa, até parece que o senhor não sabe.

- Filha, já te expliquei um milhão de vezes, elas são diferentes, não diga que vai votar na Roseana nem de brincadeira.

- É isso que eu quero que o senhor entenda. Pra mim as duas são a mesma merda.
- Olha o palavreado...

- Desculpa, pra mim as duas são o mesmo culiforme fecal.
- Filha, você é inteligente. Eu sei que você jamais votaria na Roseana.

- E eu sei que o senhor é inteligente e jamais votaria na Dilma.
- Menina sai daqui... [tirando o cinto]




E rindo muito saio correndo de perto dele, porque mesmo com 24 anos
ainda tenho medo de levar uma surra do meu pai.

E convenhamos né, eu provoquei.

sábado, 25 de setembro de 2010

Mesmo depois de uma super aula dada por um amigo falando sobre como funciona o segundo turno, cheguei em casa e pesquisei mais a respeito. Encontrei esse vídeo bem bacana que de forma bem simples desmistifica o mito do voto útil. Serve principalmente pra quem se deixa levar facilmente por pesquisas e depois quer dá uma de fodão dizendo que votou no candidato eleito. Sem essa de votar em fulano ou sicrano só porque "está na frente", não engula sapo.


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

falando em formigas...

Lembrei disso aqui do ano passado:




No chão do meu banheiro aconteceu uma cena das mais dramáticas.
Perto do tapete meio encardido, perdidas na imensidão lisa da cerâmica fria e branca, duas formigas esbarravam na linha que separa a vida da morte. Ou melhor, uma já estava morta. A outra é que não sabia o que fazer com o cadáver que a perturbava. Pobrezinha, percorria a cerâmica inteira numa velocidade que eu nunca vi em formigas, desesperada, pegava o corpo morto da outra, trazia mais para perto da outra cerâmica, soltava o corpo, depois voltava, e ia de novo. Talvez chamasse por mais outras, mas ninguém veio.
Devia estar roída por dentro, toda envolta na dor da perda.
=/

Foi uma cena muito triste, não aguentei ver tanto sofrimento e pra acabar com aquela dor, pisei em cima dela.
Tão humanas as formigas. E nós, tão elas.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mafalda e Filipe



É, não dá pra debater.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Otto e Heitor

Já deu pra perceber que eu me amarro em tirinha né...
Encontrei esse site e me apaixonei. Mostra o cotidiano de duas crianças, tem um toque de humor leve, simples e inocente. É meu novo vício e já está nos meus favoritos, pra quem gosta do estilo e quiser acompanhar, segue o link: http://www.ottoeheitor.com



domingo, 5 de setembro de 2010

i wanna a hug



Todo mundo precisa de carinho né? De que vale a vida se a gente não tratar as pessoas que a gente ama com amor, com dedicação?
Tem coisa melhor do que se aconchegar num abraço e se sentir querido(a), protegido(a), amado(a), poder encostar a cabeça num ombro amigo e esquecer o mundo e os problemas, mesmo que apenas por alguns minutos?
øøøøø
Que a gente não seja tão egoísta,
e que sejamos mais tolerantes com as pessoas a nossa volta.
E que aprendamos a nos dedicar mais ao próximo,
e que tenhamos sempre um gesto e uma palavra amiga pra oferecer.
Que essa semana seja melhor que a anterior.
Amém!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Devaneio

- Afinal de contas, o que você sente por mim?
- Amor.
- Amor?
- É.
- Você sabe o que é isso?

- [silêncio]

Baixei a cabeça envergonhadamente - eu não soube responder. Fiquei pensando se a pergunta surgiu como um desafio pra ver se eu sabia mesmo o que era aquilo e/ou pra me fazer ter certeza do que eu sentia antes de sair falando
.

Mas acho que ele perguntou porque também não sabe.


Fim.

[não queiram entender, nem eu entendo]

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

"E o mestre lhes falou:
- Se um homem dissesse a Deus que o que mais queria era diminuir o sofrimento no mundo, fosse qual fosse o preço disso, e Deus lhe respondesse, deveria esse homem fazer o que lhe tivesse sido ordenado? - indagou o mestre.

- Claro, mestre! Para esse homem deveria ser um prazer sofrer até mesmo as torturas do inferno, desde que Deus assim lhe solicitasse!
- Não importa que torturas fossem essas nem a dificuldade da tarefa? - insistiu o mestre.

- Seria uma honra ser enforcado, uma glória ser pregado a uma árvore e queimado se Deus assim desejasse.

- E o que fariam vocês - perguntou o mestre diante da multidão - se Deus em pessoa lhes falasse diretamente: "Ordeno-lhes que sejam felizes no mundo enquanto viverem"?


Fez-se silêncio na multidão, e mais nenhuma voz ou som foi ouvido sobre os morros e pelos vales..."
do livro - Ilusões (Richard Bach)

øøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøøø

E se...


... e se a vida fosse feita interinha de segundas chances?


E se aparecesse Alguém e nos dissesse que ela é?
E que é agora?

Ao som de Coldplay - The Scientist
[atravessada com um nó na garganta]


Um ótimo fim de semana pra todos!!!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Campanha S.O.S Trânsito de Imperatriz‏


Recebi do amigo Samuel o convite para aderir a campanha, e claro, faço coro.


Parabéns Samuka, pela iniciativa, e por ser sempre tão consciente e solidário aos problemas da nossa cidade, é de mais pessoas assim que precisamos, um abraço!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

sobre escolhas...

Por que é que a gente gosta tanto de receitas, hein? Coisas que nos digam exatamente o que fazer? Por que é que o medo de decidir nos apavora tanto? Por que é que a gente ta sempre atraz de algo que nos ajude a tomar uma decisão? É como se a gente procurasse uma coisa pra culpar caso algo dê errado.
Gente.. A decisão, a escolha de vida, o caminho tomado é sempre de nossa responsabilidade e de ninguém mais. Se você vai ligar, se você não vai ligar, se você vai vender, alugar, se você vai terminar, fugir, prosseguir, pagar pra ver, se você vai romper, se você vai parar ou continuar fumando todo dia, a escolha é sempre sua. Sempre sua.

Não tem jeito, por mais que procuremos uma forma de aliviar ou tornar uma coisa menos decisiva na nossa vida, não importa o que a gente faça. A escolha é sempre nossa.

Filosofia de botequim eu sei, mas hoje me deu vontade de escrever isso, talvez para mim mesma, só trago pra cá porque sempre acho que pode servir pra mais alguém, e espero que sirva.

É, é isso. Bom fim de semana pra vocês, não aprontem.

domingo, 15 de agosto de 2010


"O viajante sentia-se solitário ao sair de uma missa. De repente, foi abordado por um amigo: -“Preciso muito falar com você” - ele disse.

O viajante viu naquele encontro um sinal, e ficou tão entusiasmado que começou a conversar sobre tudo que considerava importante. Falou das bênçãos de Deus, de amor, disse que o amigo era um sinal de seu anjo - pois se sentia solitário minutos atrás, e agora tinha companhia.

O outro escutou tudo em silêncio, agradeceu, e foi embora.
Em vez de alegria, o viajante sentiu-se mais solitário que nunca. Mais tarde se deu conta - no seu entusiasmo, não tinha dado atenção ao pedido daquele amigo: falar.
O viajante olhou o chão, e viu suas palavras jogadas na calçada.
Porque o universo estava
querendo outra coisa naquela hora"

๏๏๏๏๏

Ah, a vaidade. Essa nossa vaidade. Livrai-nos dela Senhor,
agora e para sempre.

Amém.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

tipo de pessoas

Existem dois tipos de pessoas. Certo, eu sei que existem vários. Mas eu quero dizer que existem dois tipos de pessoas:

Tem aquelas que se fazem de superior quando são magoadas. Orgulho lá em cima. Finge que nada as atingiu e que está tudo bem.

E tem aquelas que tem o trabalho de explicar pra outra pessoa que o que ela fez magoou. Mesmo que a outra pessoa não entenda ou não se importe. Elas explicam.

Eu sou do primeiro grupo, caminhando pra ser do segundo.
Espero que me aceitem no clube.


(escrito originalmente em 25/11/2009)

***

Hoje percebi que ainda não passei por essa transição.
Quem sabe um dia...

domingo, 8 de agosto de 2010

+ Mafalda



Mafaldices à parte, Feliz dia dos Pais para os papais que lêem este blog,
principalmente para o meu. \o/ Te amo Dad

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Mafalda




Embora Quino tenha querido mostrar ooutra coisa, quem conhece bem a Mafalda sabe que poucas vezes ela é tão otimista assim, e mesmo sem ela, o autor não perde oportunidade de expor sua visão de mundo. Tem como não gostar?

***
Fim de semana chegando, finalmente!
Beijinho doce procês!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Mapa astral

A empresa onde eu trabalho fica perto de uma emissora de rádio, quando usamos o telefone a linha capta o sinal e podemos ouvir a programação. Entre uma ligação e outra sempre dá pra ouvir uma notícia ou o trecho de alguma música.
Hoje quando fui fazer uma ligação, bem na hora o locutor começou a falar sobre o meu signo. Bem.na.hora. "Não pode ser, deve ser algum aviso, só pode!"

Ele disse que os problemas pelos quais estou passando são porque Vênus não está alinhado com Marte e que tem algum probleminha com a Lua influenciando minha vida, mas essa parte da lua eu não entendi direito. Disse também que eu posso me preparar porque esse mês de agosto não vai ser nada fácil.


Gente, bem que eu desconfiava de alguma coisa. Tudo explicado agora:

"Vênus NÃO está alinhado com Marte"


E esse tempo todo eu aqui pensando que o motivo dos meus problemas tinha algo a ver com Plutão ter deixado de ser planeta. Cara, que viagem!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Coração que bate, mas apanha.

Nada como a imagem real de um coração, pra nos dar um choque de realidade e fazer lembrar que é assim que ele é, e não aquela forma bonitinha que as pessoas miguxas fazem com as mãos.

"O coração é um órgão cavitário que se apresenta como uma bomba muscular, cuja função primária é impulsionar o sangue para todas as partes do corpo por um sistema fechado de vasos sangüíneos e desse sistema para uma rede de tubos endoteliais, onde ocorrem trocas gasosas; bem como produtos de digestão, hormônios, enzimas, etc., podem atravessar as paredes desses tubos e serem encaminhadas para diferentes partes do organismo.

Encontra-se situado no tórax, entre os dois pulmões. As artérias saindo do coração fazem chegar o sangue aos outros órgãos do nosso corpo.
Esta função impulsora do sangue transporta oxigênio, indispensável para o correto funcionamento das nossas células."




Viu coração? É pra isso que você serve. Faz teu trabalho direitinho aí e por favor vê se não faz drama.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Fragmentos de papo feminino

Num barzinho distinto de Imperatriz, as duas amigas conversam. Num papo animado entre um chopp e música ao vivo não percebem que estão sendo paqueradas, ou percebem, mas não ligam:

- Por quê será que os homens são tão estúpidos?
- Amiga, os homens não são estúpidos, nós é que somos.

- O negócio é que temos que ser uma estúpida esperta né?
- É, e deixar eles pensarem que os estúpidos são eles.

- ...
- ...

- Ai esse sapato tá me matando
- "Fulano" ta me matando na unha.

- Não atende?
- Não.
- Homens e sapatos, difícil achar um que não machuque.

- Por isso eu sempre uso um número maior, se é que me entende.
- hahaha
te entendo
- ...

- Tem gente que usa os das amigas né?

- É, talvez por já estarem sendo usados, devem machucar menos

- O problema é que as mulheres de hoje são muito possessivas, não sabem dividir nada.

- É, bobagem isso porque de um jeito ou de outro alguém sempre vai acabar usando.

- hehehe é verdade.

- Homens e sapatos, além de ser difícil achar um que não machuque, ainda temos que dividir com alguém.

- Pelo menos os sapatos nós escolhemos com quem dividir.
- E podemos exibir por aí sem se preocupar que amanhã alguma inimiga estará com ele.
- Hahaha... vamos brindar.
- Aos sapatos?

- Aos homens e aos sapatos. Apesar das dores que nos causam, não dá pra viver sem eles.

- É, vamos brindar também aos "apertos" que nos dão.
- hahahaha.. boa, aos "apertos".
...

Parabéns senhorita Imperatriz





Feliz Aniversário!
E se te perguntares quantos anos tens,
faça como as senhoras: diminua tua idade.

Afinal, não te foi roubado 40?

Não se intimide, diga 118.
Ninguém vai perceber, e eu não vou contar.


terça-feira, 6 de julho de 2010

Bota a mão na cabeça que vai começar

De acordo com o calendário eleitoral 2010, começa hoje a propaganda eleitoral, sabemos que alguns espertinhos já começaram faz tempo, mas enfim...A propaganda gratuita no rádio e na televisão só lá pro mês de agosto, mas a partir de hoje já vai começar a circular os veículos com caixas de som fazendo aquele barulho suuuper-agradável, vai começar a propaganda na internet onde vamos receber emails legais; twiteiros/blogueiros vão ser muito amigáveis entre si e ninguém vai ficar falando mal de ninguém, isso tudo sem falar dos comícios onde os candidatos vão começar a dizer coisas que nunca/jamais ouvimos na vida.

Pra não perder o costume: Mafalda, minha companheira de sempre.



fonte: aqui

sexta-feira, 2 de julho de 2010


De todas as pessoas do mundo, quem eu mais queria abraçar agora...

É você Dunga!




**

Em 2014 vai ser aqui, bola pra frente Brasil!

sábado, 26 de junho de 2010

Oh tempo tempo...




O tempo hoje em Imperatriz foi super-agradável, mas estou sem tempo pra mim, também estou sem tempo pro blog por isso passei esse tempo todo sem postar. Dormi demais e acordei sem tempo pra tomar café, não tive muito tempo para fazer caminhada. Meu tempo não me permitiu com os afazeres da casa. Cheguei no trabalho correndo, porque o tempo também estava. Não tive muito tempo pra ler meus emails. Alguém me ligou mas não tive tempo pra falar e esqueci de retornar porque não deu tempo de saber quem era.
Tenho saudade do tempo em que eu tinha tempo pra tudo, mas ao mesmo tempo essa falta de tempo faz o tempo passar mais rápido, e isso é bom às vezes.
Tenho saudade de quando eu podia vir aqui no blog todos os dias, de ficar aqui matando o tempo e navegando, mas vou reajustar meu tempo pra poder ter mais tempo como antes.

Bem... eu já vou, não me deixem. Prometo voltar depois com mais tempo, estou há algum tempo sem internet em casa e agora tenho que ir porque meu tempo aqui no Cyber acabou.

domingo, 20 de junho de 2010

Sutilmente...

Queria te dizer que o afeto que por ti carrego é desapegado de qualquer coisa.
Não exige promessas e nem palavras em demasia porque essas o vento leva.
Só te pede que repouses quieto, bem quietinho no meu peito enquanto te faço um carinho no rosto, que me encaixe no teu corpo na hora de dormir de uma forma que eu sinta tua respiração quente no meu ouvido.
E não existirá hesitação em rechear tuas tardes de sábado com carinho, cafuné e conversas jogadas fora propositadamente depois das outras coisas...


...porque não precisamos de muito, só de nos aproveitar.


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Do Quintana...



"A vida são deveres que nós trouxemos pra fazer em casa.

Quando se vê já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!

Agora, é tarde demais para ser reprovado...

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente
e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada inútil das horas..."

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Vinte centavos

Da série, bobagens da vida real.
Eu fui num cartório aqui de Imperatriz autenticar xerox de dois documentos: 2,60 cada, cinco e vinte tudo né... dãaaa
Eu só tava com cinco reais e não tinha moeda dentro da bolsa, revirei tudo mas não tinha.


- O senhor pode deixar por cinco reais? To sem moeda aqui.

- Filha procura aí...

- Procurei já, eu não tenho.

- Você não tem vinte centavos?

- Eu sempre ando com bastante moeda na bolsa mas agora não tenho nenhuma aqui.

- Então quando você tiver você passa aqui que eu autentico pra você.
- ...


Gente, vinte centavos. Isso tá ecoando na minha cabeça até agora: vinte centavos, vinte centavos, vinte centavos, R$ 0,20...

Eu precisava dos documentos e não dava pra ir em casa. Saí do cartório e lá fora fiquei imaginando o que fazer. Passou um cara super apressado, não pensei duas vezes, parei ele e disse:
- Moço, me dá vinte centavos?
- [eu já disse aqui antes que sou cara de pau as vezes né?]
Ele como que não tava entendendo nada bate as mãos no bolso e fala:

- Serve um real?

- Serve, mas se você tiver trocado me dá só os vinte mesmo.

- Olha aqui uma moeda de vinte e cinco, toma.

- Obrigada moço, é que eu preciso autentic....


Ele nem esperou eu terminar, apenas sorriu e disse que estava tudo bem, eu volto pro cartório pago os documentos e pra minha surpresa o cara de cú diz:

- xii agora não tenho cinco centavos pra dá teu troco.

Dei uma risadinha bem escrota e respondi:

- Pois vai trocar eu espero!


Ele foi trocar e eu fiquei esperando meus cinco centavos, nesse momento o jardim-de-infância me mandou lembranças. Claro que eu poderia ter dado uma de adulta, de pessoa superior e deixar isso pra lá. Ou então fazer o que a maioria das pessoas no meu lugar faria: mandar ele enfiar a moeda naquele lugar.
Mas era como se naquele momento eu não estivesse esperando o troco, mas a dignidade de volta [dignidade ou qualquer outra coisa parecida] por isso eu tinha que receber, não dava pra deixar lá.
Confesso que não sabia que vinte centavos valia tanto, cinco centavos então nem se fala.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Heróis anônimos

- Aonde vai, jovem passageiro?

- Ao extremo oriente.

- Pescar pérolas nos mares da Índia ?

- Não me interessam pérolas de moluscos.

- Em busca de aventuras?

- Tampouco.

- Em viagem de recreio?

- Vou para a Ilha dos Leprosos.

- Dos leprosos, que horror!

- Nem tanto...

- E são muitos?

- Uns quinhentos...

- E quando pretende regressar?

- Nunca.

- Que vida infernal!... E é bem pago?

- Deus o sabe...

- Como? Não ganha?

- Espero ter o necessário para viver e trabalhar...

- Só?

- É quanto basta.

- E sua família?

- Deixei minha família por amor a essa família de infelizes...

- Não compreendo essa filosofia...

- Parece que sou louco, não é?

- Isso não, mas... desculpe... o senhor deve ter sofrido algum desgosto profundo.

- Não me consta, não sou derrotista nem misantropo. Creio na vida.

- E por que abandona o conforto da sociedade?

- Vou à conquista dum mundo mais belo e feliz...

- Quimeras!

- Realidades espirituais!

- Loucuras!

- Sabedoria divina!

- Paradoxos!

- Verdade suprema! Mais belo é dar que receber... É minha idéia, é meu ideal.

- Mistérios!...

- Tem razão. O mais belo de todos os mistérios é este: imolar-se na ara dum grande ideal. Ser apóstolo – e eu quero ser discípulo do Grande Mestre...



Esse diálogo tão interessante encontra-se no livro de Huberto Rohden - De Alma Para Alma.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Coisas que eu amo

Amo olhar as pessoas sorrindo e o jeito que o semblante muda conforme a alegria transborda.
Amo quando uma pessoa tenta se manter séria, mas não consegue...
Amo piadas sem graça, amo a cara de sem graça da pessoa quando contou uma piada e ninguém riu...
Amo quando tentam me fazer rir...

Amo olhar pessoas falando, gesticulando.
..
Amo olhar pessoas quando elas não estão olhando, amo quando ficam sem graça quando percebem que as observo.


Parece estranho, mas gosto de ver uma pessoa com vergonha quando percebe que cometeu uma gafe, a pessoa fica tão... tão ela mesma; e acho bonito quando pedem desculpa.
Amo quando ficam com medo de eu não ter gostado do presente.
Amo quando dou um toque e retornam no mesmo instante, quando desligo na cara mas ainda assim ligam de volta.
Amo quando me oferecem uma música e pedem para eu prestar atenção na letra; quando ficam com raiva enquanto eu finjo que não estou ouvindo.
Quando alguém diz que me ama, amo ver a cara de ansiedade da pessoa em ouvir um 'eu te amo' de volta.

Amo reconhecer o som dos instrumentos nas músicas, de reconhecer o som do piano, do violão, da guitarra... "Será que essa parte é um violino?" Gosto de prestar atenção na segunda voz, não gosto quando dizem que não fazem diferença.
Amo ouvir o barulho que as coisas fazem, gosto do barulhinho que a tv faz quando é desligada, da porta quando abre, do barulho da chuva, do estalar dos dedos, o barulho do ventilador me dá um sono...

Eu gosto de ouvir pessoas chegando, mas não gosto do barulho da campainha, prefiro ouvir baterem na porta, ou então que batam palma, "ô de casa"... tão humano.


Amo quando meu cachorro e meus gatos me encaram, quando ficam felizes quando eu chego mas depois de algum tempo não dão a mínima e nem percebem que estou ali.
Por íncrivel que pareça, amo quando me acordam e perguntam se eu estava dormindo.


Eu amo tudo o que é espontâneo.
Amo quando as pessoas são elas mesmas e não se dão conta disso.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Só mais um pouquinho...

Só mais um pouquinho. Só mais essa vez.
E nessas duas pequenas frases moram grandes problemas. Porque as vezes a gente sabe que uma coisa tem que terminar mas ainda assim insistimos em pedir mais um pouquinho.


O seu despertador toca e te acorda, mas o sono está tão bom, tão gostoso que você desliga o relógio e pensa: só mais um pouquinho, vou dormir mais cinco minutinhos e já já eu levanto.
Pronto, você perde a noção do tempo. É o suficiente pra você se atrasar, perder o ônibus, chegar atrasado e perder a aula, e pra quem trabalha pode ser suficiente para perder o emprego.
No bar com os amigos, a idéia inicial era só tomar um chopp e ir pra casa, mas o papo e a companhia está tão boa que você acaba decidindo ficar e beber só mais um pouquinho. Mas e aí... esqueceu que tem que ir dirigindo pra casa? Tá aí o problema, nesse pouquinho você acaba exagerando, dificilmente assume que está bêbado e se acha capaz de ir dirigindo. Você pode ter sorte e chegar bem em casa, mas também pode não ter...

Tem também os relacionamentos, ou os 'casos'... você até sabe que aquilo ali não vai te levar a lugar nenhum, que não tem futuro mas o sexo entre vocês é tão bom que você não consegue terminar, e vai adiando.. e pensa "só mais essa vez". E aquilo vai aumentando e o tempo passando e vai nascendo um sentimento [não recíproco] e você vai se machucar e fica cada vez mais difícil e doloroso sair dessa.


Certas coisas na vida, por mais que pareçam boas e mesmo que sejam, temos que saber a hora certa de pôr um ponto final, principalmente quando sabemos que pode nos prejudicar mais na frente, porque é como uma bola de neve que cresce rapidamente e quando percebemos não podemos mais controlar.
E é essa bendita hora de acabar que eu não sei se já chegou ou quando vai chegar, e enquanto essa bola de neve vai crescendo, eu vou seguindo assim: querendo mais um pouquinho, só mais essa vez, não sei até aonde vai dar, mas eu quero. [e não estou falando do blog. rs]



Pra coroar essa reflexão boba de fim de tarde, música pra lá de bacana de Damien Rice:



Bom fim de semana pra vocês!