Lembram da fábula do Barqueiro, onde o advogado e a professora morrem afogados depois de darem uma humilhada básica no dono do barco? Pois é, mais ou menos por aí.
Há um bocado de pensamentos que às vezes não saem da maneira como penso. As pessoas evoluem. Mudam. Às vezes elas evoluem e mudam de maneiras diferentes até terem um pouco em comum uma com a outra. E grande parte do meu “pensamento” tido anos antes, poderá não valer mais. Vou então pensar que ainda não vi o mundo. Pois tudo que vejo ainda é errante Nada aprendo, tudo se desmente. Espero um “amanhã talvez”.
Perco a razão querendo ser eu mesma, mostro e falo pra todo o mundo que eu não sei agir do jeito certo. A saudade me faz sofrer e a solidão me faz perder.
-“Você não tem medo do escuro?
- Claro que não! O fantasma sou eu!”
Não é nada não.
Não queira entender, não hoje.
Sabe aqueles bichinhos que quando a gente toca ele se recolhe todo e vira uma bolinha fechada em si mesma? É bem assim que tô me sentindo, e olha que quem me conhece sabe que não sou assim, quando em resposta eu não ataco, no mínimo me defendo, mas me recolher é bem pouco provável. Existem dias em que nada dá certo e tudo o que você quer é sumir.
Mas aconteceu que o príncipezinho, tendo andado muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, descobriu enfim uma estrada. E as estradas vão todas na direção dos homens. - Bom dia, disse ele.
Era um jardim cheio de rosas.
- Bom dia! - Disseram as rosas.
O príncipezinho contemplou-as. Eram todas iguais à sua flor.
- Quem é? - Perguntou ele estupefato.
- Somos rosa. - Disseram as rosas.
- Ah! - Exclamou o príncipezinho...
E ele sentiu-se extremamente infeliz. Sua flor lhe havia contado que ela era a única de sua espécie em todo o universo. E eis que havia cinco mil, iguaizinhas, num só jardim!
"Ela haveria de ficar bem vermelha - pensou ele - se visse isto... Começaria a tossir, fingiria morrer, para escapar ao ridículo. E eu então teria que fingir que cuidava dela; porque senão, só para me humilhar, ela era bem capaz de morrer de verdade... ".
Depois, refletiu ainda: "Eu me julgava rico de uma flor sem igual, e é apenas uma rosa comum que eu possuo. Uma rosa e três vulcões que me dão pelo joelho, um dos quais extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito grande...". E, deitado na relva, ele chorou.
