domingo, 14 de agosto de 2011

cont.

Algumas pessoas comentaram comigo a respeito do post anterior, achei conveniente voltar e dizer que o fato, ou o pensamento que deu luz àquela questão é que não se deveria confundir inteligência com conhecimento versus sabedoria. Na minha opinião são três coisas distintas. Conheço muita gente sábia que não possui conhecimento formal, são ignorantes academicamente falando mas em compensação, diplomados na escola da vida. E dá-lhe admiração da minha parte! Por outro lado, conheço também acadêmicos, pessoas 'formadas', graduadas, é difícil explicar o que acontece mas me parece que ao desenvolver as faculdades mentais de natureza humana eles simplesmente atrofiam! Daí já viu né, a arte de tentar entender e conviver com gente diplomada, digamos inteligentes, porém, néscios, de uma falta de cortesia e sensibilidade tamanhas!
Lembram da fábula do Barqueiro, onde o advogado e a professora morrem afogados depois de darem uma humilhada básica no dono do barco? Pois é, mais ou menos por aí.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Eu tava aqui pensando com meus botões e zíperes, eles concordaram comigo - e entre si. Incrível a sabedoria do meu pai, incrível como tudo o que ele fala se comprova de alguma forma em algum momento pra mim. Ele costuma nos dizer pra nunca sermos do tipo de pessoa que não vê beleza em nada. Hoje isso se mostrou assim de uma forma um pouco mais clara, e eu pude entender melhor.

Lembrei de um velho amigo, desses que nunca vê novidade em nada, não importa o que aconteça, ele já sabe, já conhece, se acabou de acontecer ele já previa. Não importa que assunto você fale, ele conhece profundamente. Se de repente alguém chegar com a notícia 'descoberta a cura pro cancêr' ele fala: 'já era hora hein'. Não tem jeito, não vê novidade ou beleza em simplesmente nada.
E disso o mundo tá cheio. Não falo só do meu amigo não, ultimamente tenho encontrado muita gente assim, do tipo que existe um balãozinho do pensamento em cima da cabeça dizendo: "Como sou esperto, como sei das coisas! Que privilégio gozam todos ao meu redor em ter-me por perto!
E eu aqui me perguntando o que é que gente assim tão entendida está fazendo por aqui no interior do Maranhão? Penso no quão útil um camarada desse poderia ser, sei lá... no céu (?) Vai que Deus resolve tirar umas férias e precisa de alguém né... Ou quem sabe lá no paraíso não se precise de um governador? Ou poderiam colocar uma cadeira ao lado esquerdo de Deus já que conforme as Escrituras, o lado direito Jesus já ocupa.

Conte pontos para a falta de modéstia hein. Paciência encurta rápido diante do exibicionismo alheio, seja de quem for. E olha que eu me considero bem esperta, só não acho que preciso ficar falando isso... Prefiro ficar com o ensinamento do meu pai: "tente ser humilde filha, e não seja do tipo que nunca vê novidade em nada, procure encontrar a beleza das coisas."

Pois é pai, pois é. Eu até poderia emprestar o senhor pra dar conselhos pra algumas pessoas por aí, só que vou ter que ser egoísta, dias dos pais chegando né, não vai dar.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sem pensar

Há um bocado de pensamentos que às vezes não saem da maneira como penso. As pessoas evoluem. Mudam. Às vezes elas evoluem e mudam de maneiras diferentes até terem um pouco em comum uma com a outra. E grande parte do meu “pensamento” tido anos antes, poderá não valer mais. Vou então pensar que ainda não vi o mundo. Pois tudo que vejo ainda é errante Nada aprendo, tudo se desmente. Espero um “amanhã talvez”.

Perco a razão querendo ser eu mesma, mostro e falo pra todo o mundo que eu não sei agir do jeito certo. A saudade me faz sofrer e a solidão me faz perder.

-“Você não tem medo do escuro?

- Claro que não! O fantasma sou eu!”



Não é nada não.

Não queira entender, não hoje.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

As crianças sempre me fascinam, sempre. E acho que exerço algum fascínio sobre elas também, costumo conversar sempre tentando levá-las seriamente, elas gostam e acho que por isso sempre surgem diálogos interessantíssimos. Carol, de 4 anos, depois das devidas apresentações e de um tempo de convivência, inicia o dialogo:

(Ela)-Eu gostei muito de você, você vai ficar aqui morando com a gente?
(Eu)-Não posso princesa, tenho que ir embora, mas eu também gostei muito de você.
-As pessoas que a gente gosta sempre vão embora.
-Na vida isso acontece muito. Temos que aprender a lidar com isso.
-E por quê elas não ficam?
-Algumas não podem, outras podem mas não querem.
-Você não pode ou não quer?
-Na verdade eu até gostaria, mas não posso. E lá onde eu moro tem pessoas que eu gosto também.
-Mais do que aqui?
-São gostares diferentes.
-Você tem que ficar perto de quem você gosta mais.
-Mas as vezes a pessoa que a gente gosta mais, gosta mais de outra pessoa.
-Então você tem que ficar com quem gosta mais de você, mamãe cuida mais de mim do que o papai, por isso eu só fico com ele nos domingos.
-E de quem você gosta mais, dele ou dela?
-Minha vó disse que eu não posso dizer que é pra não deixar ninguém triste.
-Mas você sabe quem gosta mais de você?
-Eu sei. - Ela sacode os ombros, como se sua resposta fosse a coisa mais óbvia do mundo.
-E como você sabe? -
Insisti.
-Eu sei pelo cuidado que tem comigo.
- ...

Calei né. Que mais que eu poderia dizer?
Pelo menos depois, pra ficar claro sobre quem era a adulta ali, aproveitei pra dizer qualquer coisa:



- Carol menina, não mostra a língua na foto que isso é feio.
♥

quarta-feira, 6 de julho de 2011

+ Mafalda



=D

terça-feira, 5 de julho de 2011

Sabe aqueles bichinhos que quando a gente toca ele se recolhe todo e vira uma bolinha fechada em si mesma? É bem assim que tô me sentindo, e olha que quem me conhece sabe que não sou assim, quando em resposta eu não ataco, no mínimo me defendo, mas me recolher é bem pouco provável. Existem dias em que nada dá certo e tudo o que você quer é sumir.

E é nesse tempo em que muitos conceitos mudam na nossa cabeça. Um deles é o da amizade, não vou falar amizade, melhor usar o termo 'pessoas com quem passamos muitas horas do dia'. Você passa a observar as atitudes de algumas pessoas e chega ao ponto em que percebe que nada daquilo ali vale a pena fazer parte sequer de um minuto da sua vida, que dirá dos dias. Daí a única saída é você definir e colocar cada pessoa numa escala de hierarquia que você considera mais importante, o resto é melhor manter longe. Você até corre o risco de se passar por interesseiro, mas é um risco que as vezes se faz necessário. De que vale você manter por perto uma pessoa que em nada te acrescenta, e que além disso ainda te prejudica? É horrível, insuportável ser alvo de fofoca, de intriga, de tanta gente sem vida que esse mundo põe na nossa frente.
--
Por outro lado eu sou infinitamente grata por esse mesmo mundo colocar, mesmo que inesperadamente uma pessoa por quem hoje eu sou disposta a fazer qualquer coisa. E é esse o lado bom, é quando temos um alguém todo especial que tá ali pra te dizer que a fase ruim vai passar, que te dá perspectivas, que te anima, que te dá confiança e te faz ver as coisas de uma forma que fica fácil reconhecer que bom mesmo tá é agora.
E foi bem disso que falei lá no início, você coloca a pessoa certa no alto da hierarquia e ela faz jus ao posto. O resto é esperar que o mundo gire no tempo certo dele, e ele gira. Afinal, alguém já disse uma vez que nossa vida é o resultado das escolhas que fazemos, e eu concordo.

domingo, 26 de junho de 2011

Escrevi esse texto há um ano atrás. Eu tava aqui pensando em tudo o que é amado por mim hoje, lembrei do texto e resolvi trazê-lo de volta. Eu poderia incluir algumas outras coisas, mas gosto dessa essência, dessa simplicidade. É bom ver que não mudei tanto assim, é bom ver que muito do que eu era, eu ainda sou. Eu só preciso me lembrar as vezes...


ouvindo cold play - in my place
**

Coisas que eu amo

Amo olhar as pessoas sorrindo e o jeito que o semblante muda conforme a alegria transborda.
Amo quando uma pessoa tenta se manter séria, mas não consegue...
Amo piadas sem graça, amo a cara de sem graça da pessoa quando contou uma piada e ninguém riu...
Amo quando tentam me fazer rir...

Amo olhar pessoas falando, gesticulando.
..
Amo olhar pessoas quando elas não estão olhando, amo quando ficam sem graça quando percebem que as observo.


Parece estranho, mas gosto de ver uma pessoa com vergonha quando percebe que cometeu uma gafe, a pessoa fica tão... tão ela mesma; e acho bonito quando pedem desculpa.
Amo quando ficam com medo de eu não ter gostado do presente.
Amo quando dou um toque e retornam no mesmo instante, quando desligo na cara mas ainda assim ligam de volta.
Amo quando me oferecem uma música e pedem para eu prestar atenção na letra; quando ficam com raiva enquanto eu finjo que não estou ouvindo.
Quando alguém diz que me ama, amo ver a cara de ansiedade da pessoa em ouvir um 'eu te amo' de volta.

Amo reconhecer o som dos instrumentos nas músicas, de reconhecer o som do piano, do violão, da guitarra... "Será que essa parte é um violino?" Gosto de prestar atenção na segunda voz, não gosto quando dizem que não fazem diferença.
Amo ouvir o barulho que as coisas fazem, gosto do barulhinho que a tv faz quando é desligada, da porta quando abre, do barulho da chuva, do estalar dos dedos, o barulho do ventilador me dá um sooono...

Eu gosto de ouvir pessoas chegando, mas não gosto do barulho da campainha, prefiro ouvir baterem na porta, ou então que batam palma, "ô de casa"... tão humano.


Amo quando meu cachorro e meus gatos me encaram, quando ficam felizes quando eu chego mas depois de algum tempo não dão a mínima e nem percebem que estou ali.
Por íncrivel que pareça, amo quando me acordam e perguntam se eu estava dormindo.


Eu amo tudo o que é espontâneo.
Amo quando as pessoas são elas mesmas e não se dão conta disso.
***

quinta-feira, 23 de junho de 2011




Não é fácil. Mas tem dias em que tudo o que você quer é ser entendida, só isso. Eu nem acho que é pedir muito. Ser entendida, simples assim. Sabe você falar uma coisa e o seu interlocutor ouvir e entender, entender e aceitar? Sim, aceitar já que é uma decisão sua.
Mas parece que a única explicação plausível é que existe um objeto não identificado e invisível que faz com que as pessoas simplesmente não entendam. E existe dois lugares aonde esse objeto não identificado se instala: na frente da boca de quem fala, e na frente do ouvido de quem escuta. Esse objeto atua como um tradutor instantâneo que traduz em línguas desconhecidas e que por isso fica todo mundo sem entender nada, esse objeto serve unicamente para confundir.

Daí cada um vai prum lado, a pessoa que passou horas falando se pergunta: será se fui clara? E a pessoa que passou horas ouvindo se pergunta: o que será que ela quis dizer?

E pra completar, eu aposto que quem tá lendo isso também não ta entendendo nada porque é bem provável que o bendito objeto invisível não identificado que serve pra confundir se instalou nos olhos de quem ta lendo. Aí fica tudo assim, ninguém entende nada. Grande m&$#@

sexta-feira, 10 de junho de 2011

capítulo xx

Mas aconteceu que o príncipezinho, tendo andado muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, descobriu enfim uma estrada. E as estradas vão todas na direção dos homens.

- Bom dia, disse ele.

Era um jardim cheio de rosas.

- Bom dia! - Disseram as rosas.

O príncipezinho contemplou-as. Eram todas iguais à sua flor.

- Quem é? - Perguntou ele estupefato.

- Somos rosa. - Disseram as rosas.

- Ah! - Exclamou o príncipezinho...

E ele sentiu-se extremamente infeliz. Sua flor lhe havia contado que ela era a única de sua espécie em todo o universo. E eis que havia cinco mil, iguaizinhas, num só jardim!

"Ela haveria de ficar bem vermelha - pensou ele - se visse isto... Começaria a tossir, fingiria morrer, para escapar ao ridículo. E eu então teria que fingir que cuidava dela; porque senão, só para me humilhar, ela era bem capaz de morrer de verdade... ".

Depois, refletiu ainda: "Eu me julgava rico de uma flor sem igual, e é apenas uma rosa comum que eu possuo. Uma rosa e três vulcões que me dão pelo joelho, um dos quais extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito grande...". E, deitado na relva, ele chorou.

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